segunda-feira, 18 de maio de 2009

... arte-final com nanquim...


Usei canetas Unipin japonesas, 0.3mm e 0.5mm
Pitt Faber Castel alemã (estilo pincel).

... e cores!


No photoshop.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Don Rosa e Carl Barks


Publicado em meu Bira Zine (2005)

À venda em


HQ Mix Livraria
Pça Rooselvet, 142
Sampa


FNAC
Shopping D. Pedro
Campinas (SP)

sábado, 9 de maio de 2009

O incrível exército de Brancaleone


Ótimo filme de Mário Monicelli, paródia engraçadíssima dos filmes medievais, com personagens impagáveis!
O INCRÍVEL EXÉRCITO DE BRANCALEONE
(Lâ lncredible Armata Brancaleone, ITA 1965)
DIREÇÃO:
Mário Monicelli
ELENCO:
Vittorio Gassman, Gian Maria Volonté, Catherine Spaak
90min, Look Filmes.
RESUMO
Este clássico do cinema italiano, retrata os costumes da cavalaria medieval através de uma demolidora e bem humorada sátira. A figura central é Brancaleone, um cavaleiro atrapalhado que lidera um pequeno e esfarrapado exército, perambulando pela Europa em busca de um feudo. Trata-se de uma paródia a D. Quixote de Cervantes.O filme consegue ser hilário, mesmo na reconstituição dos aspectos mais avassaladores da crise do século XIV, representados pela trilogia "guerra, peste e fome". Utilizando-se sempre da sátira, o filme de Monicelli focaliza a decadência das relações sociais no mundo feudal, o poder da Igreja católica, o cisma do Oriente e a presença dos sarracenos.
CONTEXTO HISTÓRICO
A Baixa Idade Média estende-se do século XI ao XIV, caracterizando a crise do feudalismo.O processo de decadência do sistema feudal tem origem nas próprias contradições inerentes a qualquer modo de produção. No século XI, com a necessidade de aumentar a produção de alimentos, os senhores feudais aumentaram a exploração sobre os servos, que iniciaram uma série de revoltas e fugas, agravando a crise já existente.As cruzadas entre os séculos XI e XIII representaram um outro revés para o feudalismo, já que Jerusalém não foi reconquistada pelos cristãos e o cristianismo não foi reunificado, com as igrejas Católica Romana e Ortodoxa permanecendo separadas.
A reabertura da navegação no Mediterrâneo entre Oriente e Ocidente (principal desdobramento das Cruzadas), resultou no crescimento de relações econômicas mais dinâmicas, representadas pelo Renascimento Comercial e Urbano.O trinômio "guerra, peste e fome", que marcou o século XIV, afetou tanto o feudalismo decadente, como o capitalismo nascente. A Guerra dos Cem Anos (1337-1453) entre França e Inglaterra devastou várias regiões da Europa, enquanto que a "peste negra" eliminou cerca de 1/3 da população européia. A destruição dos campos, devastando plantações e rebanhos, trouxe a fome e a morte.Nesse contexto de transição do feudalismo para o capitalismo (passagem da Idade Média para Moderna), além do desenvolvimento do comércio monetário, notamos transformações sociais, com a projeção da burguesia, políticas com a formação das monarquias nacionais, culturais com o antropocentrismo e racionalismo renascentistas, e até religiosas com a Reforma Protestante e a Contra Reforma.
Nota-se ainda, o início do processo de expansão ultramarina, que abrirá os horizontes comerciais para os Estados europeus fortalecendo tanto a burguesia como os monarcas absolutistas.

domingo, 3 de maio de 2009

MEU ADEUS A AUGUSTO BOAL


Vereador pelo PT do Rio, um gênio do Teatro mundial.
Carica feita para o Blog do Pirata:
http://www.zinedopirata.blogspot.com/


Augusto Boal, lembrança
(Por Urariano Mota)
O necrológio envergonhado dos jornais se abrem hoje com o registro "Morreu na madrugada deste sábado, aos 78 anos, o diretor de teatro, dramaturgo e ensaísta Augusto Boal", para depois, num acréscimo, dizerem coisas como "em 1971, foi preso pelo regime militar, pelas ligações com o Partido Comunista do Brasil. Três meses depois, ao ser solto, foi para os EUA e, em seguida, para Argentina e Portugal". E as folhas mais mostram quanto mais escondem, pois fica patente o constrangimento do registro do falecimento de um homem como tu, ao mesmo tempo que mencionam, de longe, a razão do teu viver. Para os mais jovens, que leem um necrológio de tal natureza, os teus três meses de prisão podem até parecer que foram algo como uma repressão passageira, leve, pelo crime de uma ideologia clandest ina. Historinha dos mais velhos. Isso porque, nesses registros, o pano de fundo do Brasil da ditadura, o teatrinho dos tiros trocados entre terroristas e patriotas, a tortura, os a ssassinatos, a infâmia do Brasil de quando foste preso, "já passou, não é?, a dorzinha foi embora".
É a isso que chama edição, a nova edição: omitir em primeiro lugar, para depois torcer, distorcer, insinuar coisas que são veneno. Quem te mandou ser ligado a partido ilegal?Se saímos dos jornais, e vamos para as grandes redes na web, dos provedores, recebemos a tua penúltima notícia como "Na década de 70, por estar exilado do país pela ditadura militar, difundiu seu método pela Europa. O seu trabalho pelo Teatro do Oprimido rendeu uma indicação ao Prêmio Nobel da Paz em 2008", e a tua foto, sem a substância do que eras, apenas o rosto de um coroa meio maluco, cabeleira grisalha, assanhado, camisa florida, dói na retina. A tua mais recente notícia se insere no menu de "famosidades". Estás em um menu onde Amy Winehouse desmaia no Caribe, Ivete vai homenagear a mãe em tributo ao Rei, cunhado de Britney sai do hospital. A máquina da mediocridade, do falso, do business, contra a qual tanto lutaste, tenta nivelar a tua pessoa a divertimento.
Isso quando apareces, porque em outros portais nem te deram o desprezo de a gripes e porcos te misturarem.
Para te dizer adeus, como a lembrar a composição que Chico Buarque te dedicou em Meu Caro Amigo, nada melhor que um trecho da Carta do MST, que a web livre divulgou há pouco: "Generoso, expôs sempre por meio dos relatos de suas histórias, seu método de aprendizado: aprender com os obstáculos, criar na dificuldade, sem jamais parar a luta". Leio a frase e me ponho a pensar, a ruminar, em como teria sido bom se tiveses cruzado o caminho de um adolescente magro e faminto do subúrbio de Água Fria, zona norte do Recife. Sem pai, sem mãe, de patrimônio só o desejo, um dia aquele menino em 1965 quis ser ator. Sim, que mais queria, o que só queria? Ser ator de teatro, por que não? Então ele se dirigiu e procurou estímulo com um endinheirado empresário, que se dedicava ao teatro nas horas vagas.
- Seu Costa, assim, sabe?... será que o senhor, que conhece tanta gente, será que não podia me indicar para trabalhar no teatro?
Seu Costa em 1965 divertia-se no Teatro de Amadores de Pernambuco, lugar de classe média muito sensível naquele tempo. O novo burguês então olhou o rapazinho de cima a baixo, mediu o jovenzinho que de gente era só olhos:
- Você?! Você entrar para o teatro?! É o mesmo que entrar em mato sem cachorro. E o adolescente de 14 anos desistiu do teatro,de amadores e profissionais para sempre. Penso agora em como teria sido bom que ele em 1965 soubesse que no teu teatro havia uma saída. Ao ler a carta do MST há pouco, sinto que não poderia dizer "Nós, trabalhadoras e trabalhadores rurais sem terra de todo o Brasil, como parte dos seres humanos oprimidos pelo sistema que você e nós tanto combatemos, lhes rendemos homenagem, e reforçamos o compromisso de seguir combatendo em todas as trincheiras". Eu não lavro o campo, nada sei plantar, não crio galinha, nem mesmo tenho a coragem da luta pela terra desse movimento. Mas bem posso lembrar outros oprimidos.
Lembro um artista no bar Marola, em Olinda, que pedia dinheiro como pagamento para escrever nomes de clientes em grãos de arroz. Como são eloqüentes os artistas! Como sabem simbolizar com a precisão da flecha que atinge o olho da mosca. Para comer, esse artista no Marola escrevia minúsculo em grãozinho de arroz. Era um jovem, pálido, e é interessante como o vejo vestido em túnica grega a desenhar a mediocridade de toda a gente em grãos miudinhos. Melhor que a sua arte era o orgulho da sua arte. Enquanto percorria as mesas ele era insultado. Dele zombavam os miseráveis com dinheiro na carteira:- Se eu fosse viver disso...- Planta arroz, dá mais futuro ...Enquanto ouvia isto, ele e seu orgulho, albatroz ferido cantava baixinho: "Ponta de areia, ponto final, da Bahia a Minas, estrada natural. Que ligava Minas ao porto, ao mar, caminho de ferro, andar, andar".
Por isso escrevo ao fim. Em lugar da visão do teu corpo a queimar, o corpo, só o corpo, aquilo e aquele que não mais é Boal, em lugar de qualquer visão mórbida, melhor lembrar-te ressurgido, a continuar tua vida no corpo e alma desses artistas que se erguem, e no meio da humilhação continuam, apesar de tudo, a andar, andar.

sábado, 2 de maio de 2009

Gianfranco Manfredi


Grafite e photoshop.
Publicado no blog do Patati:
http://enquantoisso-patati.blogspot.com/
Resposta de um dos maiores criadores de Fumetti da Itália:
"Grazie per la caricatura, buon Primo Maggio! Gianfranco"
Il sito ufficiale di Gianfranco Manfredi...

sexta-feira, 24 de abril de 2009

É HOJE!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!


EXPO DE CARICAS DE BLUES (BIRA)

JAM SESSION COM MARCIO ROCHA
CASA DE CULTURA TAINÃ


Rua Inhambu, 645 (perto do balão do Bradesco, na Lix da Cunha)

Vila Padre Manoel da Nóbrega, Campinas




Oficina de Blues

Dia 24 de abril

Das 18h às 20h30

(Técnicas de violão e guitarra utilizadas no Blues)


Noite de Blues - Song Brothers e convidados

Realização: Casa de Cultura Tainã

Apoio: Associação de Famílias e Artistas Circenses - Asfaci Data: 24 de abril

Horário: 21horas


A Casa de Cultura Tainã é uma entidade cultural e social sem fins lucrativos fundada por moradores da Vila Castelo Branco e região em 1989 como nome de Associação de Moradores da Vila Castelo Branco e, mais tarde, através de um concurso, foi escolhido o nome de Casa de Cultura Tainã que hoje fica na Vila Padre Manoel da Nóbrega região noroeste do município de Campinas, SP.

Sua missão é possibilitar o acesso à informação, fortalecendo a prática da cidadania e a formação da identidade cultural, visando contribuir para a formação de indivíduos conscientes e atuantes na comunidade.


SONASTE MANECO

Quadrinhos argentinos grátis

Baixe aqui:



MINHA HOMENAGEM À GESTALT DOS QUADRINHOS

Além de várias charges novas.

Para ver grande, é só clicar na imagem.



LIVRO DE ARTE NO FILC


24 de abril - sexta-feiraMesas LiteráriasCurador: Prof. Dr. Jorge Coli

Local: Armazém do Café

Tema: O Livro de Arte

Quando as primeiras ilustrações acompanharam os livros impressos em diversas localidades na Europa no século XVI a historia desse frágil, mas intenso meio de comunicação, o livro, teria certamente um destino especial. A imagem que acompanhava o texto criaria ao longo dos próximos séculos uma interlocução fundamental com a linguagem escrita ilustrando-a, interpretando-a, ampliando os diversos sentidos da leitura. Imagem e texto configuram assim, para nós, como os dois meios necessários a serem conjugados para uma leitura prazerosa e estimulante.

14h00 – Abertura do tema – Curador

15h00 – Jean-François Barrielle – diretor da editora Hazan, especialista em livro de arte , Paris, França

16h00 – Juan Malosetti – especialista em editoração de livros de arte - Buenos Aires, Argentina

17h00 – Augusto Massi – diretor Cosac Naify